Grupos para Empresas · Instituto Coração & Mente
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Uma medida que a auditoria reconhece e a pessoa sente.

Grupos psicoeducativos conduzidos por psicóloga, desenhados para compor o plano de ação de riscos psicossociais — e para serem, ao mesmo tempo, um gesto real de cuidado com quem trabalha.

10 encontros semanais 8 a 12 participantes Presencial ou online Relatório para o PGR
NR-1 e riscos psicossociais Capacitação de lideranças Segurança psicológica Evidência para o PGR
01

O que mudou

A NR-1 passou a exigir que fatores de risco psicossociais sejam identificados, registrados no PGR e tratados com medidas de prevenção. Desde 26 de maio de 2026, encerrado o período educativo, a fiscalização ocorre com autuação.

Com isso, a pergunta dentro das empresas mudou de lugar. Ela deixou de ser "temos alguma iniciativa de bem-estar?" e passou a ser outra, bem mais concreta:

Que medida preventiva nós implementamos — e como demonstramos que ela existiu, alcançou pessoas e produziu efeito?

É uma pergunta de gestão de risco. Mas ela abre uma oportunidade que vai muito além da conformidade: obriga a organização a escolher qual medida vai adotar. E essa escolha é lida pelas pessoas.

02

Conformidade e cuidado não competem

Duas empresas podem cumprir a mesma exigência de formas muito diferentes. As duas registram a ação no PGR. Só uma é percebida como cuidado — e, por isso mesmo, só uma produz evidência sólida.

Medida de baixa adesão

Cumprir o requisito

Um treinamento obrigatório, assistido com a aba minimizada, com lista de presença ao final.

  • Registro existe, mas o efeito não
  • Indicadores não se movem, porque nada mudou
  • A equipe entende o recado: é protocolo
  • Evidência frágil diante de uma fiscalização que pergunta por resultado
Medida com adesão real

Cuidar de fato

Um espaço conduzido por psicóloga, onde as pessoas efetivamente falam, aprendem e constroem recursos.

  • Registro e efeito, porque houve envolvimento
  • Dados de percepção que se movem e podem ser comparados
  • A equipe entende outro recado: aqui isso importa
  • Evidência consistente, sustentada por participação e por indicadores
O ponto

Engajamento é o que produz indicador. Uma medida que ninguém leva a sério não gera dado que se sustente — gera lista de presença. Escolher uma ação que as pessoas queiram frequentar não é o lado macio da conformidade: é o que a torna demonstrável.

Por isso este programa foi desenhado para servir aos dois lados ao mesmo tempo. Ele responde ao que a norma pede da organização e responde ao que a pessoa precisa receber para acreditar que o cuidado é sincero.

03

O que são os grupos

Grupos fechados, com duração, objetivos e eixos temáticos definidos, conduzidos por psicóloga. A psicoeducação oferece referências para compreender experiências e ampliar repertórios; a troca entre participantes transforma vivência em aprendizagem compartilhada.

Acolhimento

Escuta respeitosa, pertencimento, identificação e ausência de julgamento.

Aprendizagem

Conhecimento psicológico traduzido para a vida real, com reflexões e práticas aplicáveis.

Construção coletiva

Experiências compartilhadas e estratégias construídas a partir da realidade do grupo.

A condução integra terapias comportamentais — que favorecem a observação de padrões, gatilhos e consequências, apoiando repertórios mais funcionais — e Psicologia Positiva, que amplia o olhar para forças, valores, vínculos e sentido, sem negar dificuldades nem reduzir sofrimento a otimismo.

Um limite que protege

O grupo não é psicoterapia e não substitui atendimento individual. Demandas clínicas específicas que apareçam serão acolhidas com cuidado e orientadas para acompanhamento adequado, fora do grupo. Esse limite é dito com clareza aos participantes no primeiro encontro — e é ele que torna o espaço seguro.

04

Por que psicoeducação

A escolha pela psicoeducação não é uma versão reduzida de terapia. É o instrumento correto para o contexto organizacional — e por razões que interessam diretamente à empresa.

O que a escolha psicoeducativa resolve
QuestãoComo a psicoeducação responde
Sigilo e vínculoNão se cria processo clínico custeado por quem também é o empregador. A empresa viabiliza um espaço de aprendizagem — não contrata tratamento de trabalhador.
AlcancePode ser oferecida coletivamente, a quem quiser participar, sem necessidade de diagnóstico, triagem clínica ou indicação prévia.
EstigmaParticipar não significa estar doente. Isso derruba a principal barreira de adesão em programas de saúde mental no trabalho.
PermanênciaO que se aprende sobre o próprio funcionamento continua com a pessoa depois do ciclo, dentro e fora do trabalho.
Natureza preventivaAtua antes do adoecimento, que é exatamente o que a norma pede de uma medida de prevenção.

Psicoeducação é ensinar a pessoa a ler o próprio funcionamento — e devolver a ela recursos que não dependem de mais ninguém.

05

Conexão com o PGR

Depois do mapeamento dos fatores de risco psicossociais, a norma pede medidas concretas de prevenção. O programa foi construído para se encaixar nesse ponto do plano de ação.

Medidas preventivas usualmente exigidas × o que o programa entrega
Medida preventivaOnde o programa responde
Capacitação de lideranças para ambientes de trabalho mais saudáveisNível Florescer — limites da atuação do gestor, escuta responsável e encaminhamento especializado
Promoção de segurança psicológicaNível Florescer — segurança psicológica e relações de confiança
Espaços de apoio e escutaO grupo como espaço estruturado e regular, somado à orientação para cuidado individual quando necessário
Gestão de sobrecarga, estresse e recuperaçãoNível Cultivo — gatilhos, regulação sob pressão, sobrecarga e recuperação
Identificação precoce de sinais de adoecimentoNível Florescer — reconhecimento de sinais de sobrecarga em si e na equipe
Monitoramento por indicadoresInstrumentos aplicados antes e depois do ciclo, com resultados agregados
Registro documental para auditoriaRelatório de evidência entregue ao final — ver seção 09
Limite que fazemos questão de declarar

O programa é uma medida de prevenção que compõe o plano de ação. Ele não substitui o mapeamento de riscos, não substitui a elaboração do PGR e não garante conformidade por si só — que depende do conjunto de ações da organização e da avaliação de seus profissionais de segurança e saúde do trabalho e de sua assessoria jurídica.

Dizemos isso porque a mesma clareza que protege o participante dentro do grupo deve valer na relação com a empresa.

06

A jornada

Três níveis que podem ser contratados separadamente ou compor um percurso progressivo. Cada etapa amplia a anterior, respeitando o momento do grupo.

01

Raízes

Compreender-se

Autoconhecimento e identificação dos aspectos emocionais e comportamentais que interferem no desempenho, nas relações e nas escolhas.

Forças, valores e motivações · emoções e desempenho profissional · crenças e padrões de comportamento · limites, necessidades e fontes de estresse · comunicação e responsabilidade pessoal.

02

Cultivo

Cuidar e regular

Desenvolvimento de recursos para uma gestão emocional mais consciente. O participante avança da compreensão para a prática.

Gatilhos e respostas automáticas · regulação emocional sob pressão · estresse, ansiedade, sobrecarga e recuperação · tolerância à frustração e flexibilidade · comunicação em situações difíceis · limites e autocuidado.

03

Florescer

Proteger e multiplicar
Entrada usual no contexto corporativo

Consolidação da autonomia e capacidade de transformar o aprendido em estratégias pessoais e coletivas de proteção emocional. É o nível que dialoga mais diretamente com o que a NR-1 pede das lideranças.

Sinais precoces de sobrecarga · estratégias de prevenção e recuperação · planos de proteção emocional · segurança psicológica e relações de confiança · escuta responsável e conversas de apoio · limites da atuação do gestor e encaminhamento especializado.

Uma observação sobre a ordem

No contexto corporativo, o percurso costuma começar por Florescer, com gestores e lideranças — porque é aí que a demanda organizacional se concentra e é aí que o efeito se multiplica para as equipes. Nesse caso, o nível incorpora de forma condensada o essencial de Raízes e Cultivo, e funciona como programa completo, sem exigir os anteriores.

O gestor não se torna terapeuta. Torna-se mais consciente, mais preparado e mais responsável na forma de cuidar das relações.

07

Formato

Estrutura planejada, percurso vivo. A moldura é definida; o que acontece dentro dela acompanha o que o grupo precisa cuidar.

10
Encontros
Um ciclo completo por nível
90
Minutos
Duração de cada encontro
Semanal
Periodicidade
Ciclo de aproximadamente 2 meses e meio
8–12
Participantes
Número que preserva a troca e a fala de cada um
O que acompanha o ciclo
MomentoO que acontece
AntesEncontro de escuta e alinhamento com a organização, definição do público e pactos iniciais com o grupo. Aplicação dos instrumentos de percepção.
DuranteDez encontros conduzidos por psicóloga, presenciais ou virtuais, conforme a realidade da empresa.
DepoisEncontro de encerramento com o grupo, nova aplicação dos instrumentos e entrega do relatório de evidência à organização.

Presencial ou virtual. Os dois formatos funcionam e a escolha é da empresa. O presencial favorece vínculo mais rápido e é indicado quando as pessoas já convivem no mesmo espaço; o virtual amplia o alcance para equipes distribuídas e reduz o atrito de agenda. A condução se ajusta ao formato escolhido.

Composição do grupo

A formação das turmas considera objetivos, compatibilidade e segurança psicológica. Como regra técnica, evita-se reunir no mesmo grupo pessoas em relação direta de subordinação — a presença do chefe imediato inibe justamente aquilo que o grupo precisa que aconteça. Em estruturas menores, isso é resolvido no alinhamento inicial, com desenho de turmas por nível ou por área.

08

Sigilo e proteção

A empresa viabiliza o espaço, mas não entra nele. Essa separação não é uma formalidade — é a condição para que o programa funcione, e é o que faz o cuidado ser percebido como sincero.

A organização recebe

O que a empresa vê

  • Número de participantes, frequência agregada e carga horária cumprida
  • Resultados dos instrumentos em conjunto, comparando início e fim do ciclo
  • Temas coletivos que apareceram com recorrência, descritos de forma geral
  • Recomendações organizacionais — o que a empresa pode ajustar
  • O relatório de evidência para o plano de ação
Permanece no grupo

O que a empresa não vê

  • Quem disse o quê, em nenhuma circunstância
  • Relatos, histórias pessoais ou situações individuais
  • Resultados de qualquer participante isoladamente
  • Recortes pequenos o bastante para permitir identificação
  • Avaliações, pareceres ou opiniões sobre pessoas
Por que isso interessa à empresa

Um programa em que o participante suspeita que será relatado não produz nada — nem cuidado, nem dado. As pessoas dizem o que é seguro dizer, os instrumentos vêm respondidos por conveniência e o relatório final descreve uma organização que não existe.

O sigilo é o que torna a informação confiável. A empresa recebe menos detalhe e, exatamente por isso, recebe algo verdadeiro.

A participação é voluntária. Ninguém é encaminhado, indicado por desempenho ou inscrito sem saber. Convite e obrigação produzem grupos muito diferentes.

09

Relatório de evidência

Ao final de cada ciclo, a organização recebe um documento formal, anonimizado, que pode compor o registro da medida preventiva no plano de ação.

Composição do relatório
BlocoConteúdo
EscopoPúblico atendido, número de participantes, carga horária, período e modalidade
Fundamentação técnicaMetodologia, abordagem e responsável técnica com registro no CRP
Medida aplicadaCorrespondência entre os eixos trabalhados e os fatores de risco psicossocial mapeados pela empresa
IndicadoresResultados agregados de início e fim de ciclo, sempre em conjunto
Leitura qualitativaTemas coletivos recorrentes, sem relatos, citações ou qualquer marca de autoria
RecomendaçõesSugestões de ajuste organizacional decorrentes do que apareceu no ciclo

A recomendação organizacional é o que separa este trabalho de um treinamento: devolvemos não só o que as pessoas podem desenvolver, mas o que a empresa pode corrigir.

10

Como construímos

01

Escuta e alinhamento

Conversa com a organização para compreender contexto, cultura e o que já foi mapeado.

02

Público e objetivos

Definição de quem participa, de qual nível responde à necessidade e do que se espera do ciclo.

03

Composição e pactos

Formação das turmas, convite aos participantes e acordos de sigilo e voluntariedade.

04

Encontros

Os dez encontros semanais, com acompanhamento de frequência e ajustes de percurso.

05

Encerramento e devolutiva

Fechamento com o grupo, entrega do relatório e conversa sobre próximos passos.

11

Quem conduz

Ana Paula Borges

Ana Paula Borges

Psicóloga · CRP 09/23031

Fundadora do Instituto Coração & Mente e criadora do método Floresce.Co. Sua atuação integra experiência em gestão de pessoas, compreensão do contexto organizacional e cuidado psicológico — aproximando saúde emocional e realidade do trabalho sem perder de vista a pessoa por inteiro.

A condução dos grupos combina acolhimento, clareza, fundamentação psicológica e aplicação prática. O propósito é favorecer espaços em que as pessoas possam compreender suas experiências, aprender umas com as outras e construir recursos de proteção que façam sentido em sua realidade.

Que grupo a sua organização precisa cultivar agora?

Cada empresa, cada equipe e cada pessoa vive desafios diferentes. Por isso a construção começa com uma conversa — para compreender o contexto, identificar o público e escolher o percurso mais coerente com o que já foi mapeado no seu PGR.